Pai

16 fevereiro 2018

A entrega no altar é sempre um dos momentos mais emocionantes, eu particularmente gosto muito da saída do pai, após deixá-la com o noivo, as expressões são variadas, sorrisos, choro, semblante reflexivo, as vezes uma atitute meio perdida sem saber pra onde vai…


Origens: como entrei na fotografia.

23 junho 2017

Nesse mesmo formato de negócio, nasceu minha formação como profissional e como homem, estudio de bairro, fazendo foto 3×4, 5×7, book, 7carinhas, lembrancinha de aniversário… Foto Hanny na praça Saens Peña, ali existiam outros, no mesmo formato, fazendo as mesmas coisas, eram tantos no Rio, hoje são poucos, por lugares onde eu passo só sobrou valente solitario o Rotenberg, no mesmo prédio onde eu atendo meus clientes de casamento em copacabana ele sobrevive com o mesmo modelo de negócio do estudio do meu pai, insistindo que ainda estamos nos anos 80 e 90. Enchendo meu peito de lembrança que nunca me sairam da cabeça, me fazendo chorar e lembrar que eu devo tudo que eu tenho a fotografia, desde sempre até hoje sendo meu sustento e minha melhor amiga, a fotografia me deu uma irmã, me deu um irmão, grandes amigos e me deu minha mulher e filho.

Não larguei nada pela fotografia, nasci dentro dela e ela nunca me largou.

Foto de celular:


Devaneios sobre a fotografia de casamento

30 janeiro 2017

A fotografia de casamento muda muito ano após ano. Hoje, vejo uma tendência de fotógrafos só postarem fotos de ensaios de casal, mas o casamento é bem mais que isso, é um rito cheio de mensagens em suas entrelinhas: O vestido de noiva da mãe que foi readaptado para a filha, o pai dando o nó na gravata do filho que vai sair de casa, a mãe do noivo ajudando a colocar o paletó como fazia quando ele era pequeno…

Quando vou fotografar um casamento, mais do que um bom retrato do casal, eu procuro conexões. Sabe quando na casa das avós tem um monte de porta-retratos com fotos de casamentos dos pais, dos tios e dos primos, todos com a mesma pose ou parecida, normalmente perto do bolo?

Eu curto “perder” 3 minutinhos que eu teria a mais no ensaio, pra fazer essa foto e garanto que o casal, mesmo com pressa, vai querer também, pois ela tem significado dentro da estrutura familiar deles.

Casamento é um evento social, nosso trabalho é contar a história da fusão de duas famílias, como elas são na sua individualidade, suas diferenças e suas semelhanças, enfim, buscar o signo das coisas e não tentar resignificar o que nos é dado como material.

Se fosse pra fazer isso, não fotografaria casamentos e sim publicidade. 😉

tulio thome

A Vida e seus atos, a fotografia eterniza

10 janeiro 2017

Nos livros, os contos de fadas acabam no beijo, no altar, no sim…

Na vida real, é assim que eles começam.


2017

10 janeiro 2017

Começaremos o ano assim:

Arrumando a cozinha, preparando novas receitas e provando novos sabores.

Tudo isso pra ter um ano e uma vida ainda mais gostosa!


prólogo

11 novembro 2016

Meu medo é que esse blog já comece com um epílogo. Nunca fui um cara das palavras, tenho uma dificuldade grande em me expressar através das palavras.

Sempre fui um cara da imagem, a fotografia é o veículo que escolhi para deixar minhas memórias, é o meu canal de comunicação com o mundo.

Hoje fotografo essencialmente casamentos. É um trabalho com todo o glamour, luxo e importância do dia mas com toda a simplicidade da prestação de serviço que a gente faz para pagar as contas. Tudo que tem no meio dessas duas pontas é o que me encanta, eu gosto muito! Já fotografei mais de 150 casamentos, todos diferentes entre si. Alguns marcaram muito (me lembro com riqueza detalhes de casamentos de 2009), outros nem tanto.

Resolvi fazer um novo blog e trabalhá-lo de uma maneira diferente que os fotógrafos de casamento fazem. Pode ser que eventualmente tenha um post cheio de fotos falando o quanto o casal é “incrível e o dia foi mágico…” porque isso sempre é verdade: as pessoas se amam e estão casando, naquele momento é tudo “divino, maravilhoso” . Mas não é disso que eu quero falar, isso eu já mostro nas imagens. Aqui, com as palavras, eu vou falar de mim, das minhas histórias, das minhas vitórias e frustrações. Vou falar do meu trabalho, da minha família, e de como tudo isso interfere na minha maneira de fotografar.

Assim começa esse “jornal”.

T.